Vaso de barro
estraçalhado em mil pedaços
cacos e mais cacos pelo chão
assim como o vaso em cacos
meu corpo moído em Suas mãos
recolhi todos os seus pedaços
sem restar algum ali no chão
mas meu corpo ainda em cacos
ganha a forma em Suas mãos
o vaso foi para o lixo em pedaços
mas os meus cacos ainda em Suas mãos
são amassados e levantados ali do chão
agora já um corpo sem mais os cacos
ganha um novo coração de Suas mãos
e por graça outros cacos sairão do chão
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Commenti (1)
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Antonio Terracciano12 gennaio 2015
Se ho bene inteso, questa poesia ben costruita è di carattere religioso (ce lo fanno capire le ripetute "s" maiuscole di "Suas") . Si paragonano i nostri poveri corpi peccatori a vasi in frantumi, che si spargono per terra, finendo talvolta addirittura nell'immondizia. Ma non bisogna rattristarsi, perché una Potenza Superiore provvederà, se lo vogliamo, a riunire tutti quei cocci (i nostri, e quelli degli altri) e a formare di nuovo vasi degni di questo nome, cioè integri.