Perder Um Amor
O telefone há tempo não toca, a espera totalmente inútil.
Perdas e perdas, mil lágrimas, assim a vida se torna fútil,
Uma retrospectiva, muitas histórias para encontrar a razão,
Do súbito abandono, da partida, do descarte da emoção.
As cartas, os bilhetes, os presentes, as muitas dedicatórias.
Os perfumes, o roupão, o leito, a mesa posta, o lugar vazio.
Lentamente o relógio marca as horas, minutos e segundos.
Um viver compulsório, escuro, triste, frio, desiludido, sombrio.
Em vão a alma chora o final do amor, sabe não haverá retorno,
Reviradas todas gavetas, lençóis amassados, abertas as portas,
Despachados todos os sonhos de felicidade- viver um transtorno.
Uma vida que se perde inerte, nula, embassada, subtraída, morta.
As lembranças dos intensos momentos de desejos vividos a dois.
Os carinhos doces que antecediam as desejadas noites de amor,
As juras, as promessas, a entrega, o misturar, o fundir, o delírio.
Mentiras, dissimulações, desilusões, blefes, interesse, fel, martírio.
Um raio de sol invade a janela do quarto frio na manhã de abril.
Súbito um novo dia enfadonho e triste se mostra para ser vivido,
O leito vazio, um lado arrumado apressa o levantar, a dor sutil.
Rotina, cansaço, desalento, vida estagnada, nítido desinteresse.
Perder um amor, abrir mão dos sonhos, da melhor parte da vida,
É dor a singrar no peito em prantos sem estancar a grande ferida.
São carências, anseios, desistências - absurda, dura e fria rotina.
A alma desesperada antecipa o fim, vaga irremediavelmente perdida.
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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