Coração Solitário
Saudade dolorida que faz morada na noite calada,
Inverno que se avizinha na alma tristonha, sozinha.
Silêncio pétreo, indiferentes contadores do tempo,
Vazio, alma silenciosa a sorver todo fel do desalento
Falta de coragem para encarar uma vez mais frio leito,
Que arrumado projeta indiferente sonhos desfeitos.
Gélido espreitar das desoladas frestas da existência,
Desejo de reconstruir com magia a esquecida alegria.
Coração descompassado visita as imagens distantes,
Lembranças de um tempo em que o viver era brilhante.
O silêncio das porcelanas incomodadas pelo café frio,
Mesa posta composta por tantas desilusões, calafrios.
Álbuns de fotos amareladas revelam o plural da vida,
Que insistem em guardar a felicidade no tempo perdida.
Vivos fantasmas acomodados nos sofás da nostalgia,
A festejarem sem pena desesperadora melancolia.
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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