Alma Carente
Tristes madrugadas emolduram as longas noites vazias,
Os ruídos frios e assustadores do movimento das folhas.
O vento que entra pelas pequenas frestas das janelas,
E sem pedir licença vai direto apagar a luz da única vela.
O barulho vindo do relógio cuco, o piar solitário das corujas.
Na cadeira ao lado da cama fria jornais mil vezes folheados.
Computador da rede desconectado, abajur lilás desligado,
Travesseiros jogados com o aroma de jasmim impregnados
Ah solidão! Tu és a eterna e inoportuna visita indesejada.
Insistes em dizer que a vida assim e como chama apagada,
Para arquivar sem dó os muitos sonhos da alma despertada
Súbito esvoaças as cortinas insinuas desejos e leveza,
O ato de entrega da alma ao prazer solitário desenhas.
Açoite da noite a sangrar a alma mergulhada na tristeza.
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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