Cama e Mesa
Da cama pouco se lembra
Posto que sempre servia
Servil se via na mesa
Envolta em tamanha tristeza
Nos varais espalhava sonhos
Tingidos de verde esperança
Só provava- os nas lembranças
Com gosto chamado saudade
Mesa farta a empanturrar
A fome de amor que sentia
Quando noites lhe entregavam
A cama de afeto vazia
A fartura do alimento
Nutria somente a matéria
Sentia o sangue quente
Correndo pelas artérias
Guloseimas coloridas
Fartavam a mesa robusta
Na alma cinza dolorida
Sentia o horror da clausura
Libertava- se nos sonhos
De se fartar de amor
Na fartura da esperança
De ver distante a dor
Farta do fado tristonho
Extrapolados os limites
Da submissão, dedo em riste
Partiu em busca dos sonhos
Banhou- se na lua nua
Postou- se na esquina das ruas
Sem mesmo saber o nome
Matou do amor a fome.
©
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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