Fome de Afeto

Ensandecida esta fome voraz de afeto
Revelada entre as paredes de concreto
Nas estáticas madrugadas silenciosas
Calando na entranhas da alma a prosa
Insuportáveis abraços perdidos no vazio
Dispersos nas horas mortas do passado
Entre o sal das lágrimas tal qual oceano
Derrocada imprevista dos muitos planos
Ecos sobrevoam a mente abandonada
Desolada diante dos sonhos na calçada
Quando se percebe na dolorosa agonia
De viver no cotidiano a escura nostalgia
Pobres ideais prematuramente mortos
E pensar que tão pouco eram os desejos
Bastaria apenas um único e sincero beijo
Aplacaria da solidão que tritura os ossos
Fome exagerada de serenidade e carinho
Cansaço diante dos sistemáticos espinhos
Abissal do existir na triste vala da realidade
Vis metais impiedosos sepulcros da verdade
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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