O Desnudar Da Alma

Desnudo minha alma da ilusão
Para enxergar a dor latente da solidão
Desnudo dos muitos sonhos inacabados
Da felicidade jamais experimentada
Do adeus repentino
Da descrença neste mundo em desatino
Desnudo a minha alma das etéreas flores
Para que prove dos espinhos as dores
Descarto a máscara do projetado riso
Para que as lágrimas contidas rolem sem pressa
Banhando o árduo cerrar das portas
De uma existência que a poucos importa
Desnudo a minha alma da alegria
Para que sinta a dor da cansativa nostalgia
Submeto- a ao escuro das dores e do vazio
Permito- a atravessar o deserto da saudade
Para que se liberte dos enganos e desenganos
Brotados na calada da noite onde plantara a verdade
Desnudo a minha alma da esperança
Digo- lhe para esquecer o amor criança
Repito incansavelmente para que não se apaixone
Desnudo- o dos segredos, dos medos, da noite
Deste viver sem nexo, doloroso açoite a cortar o coração
Desnudo- a nas inúteis tentativas de libertá-la da ilusão.
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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