Mulher menina

Povoados de muito amor
Eram os sonhos da menina
Longas tranças, olhos verdes
E um mundo por descobrir
Quis lhe dar o bom destino
Inteligência, doçura e tino
A pequena se destacava
Desde as primeiras letras
Sentia- se porém diferente
Em meio a tantas pessoas
Rapidez nas idéias concisas
Que voavam feito pássaros
Percebeu desde bem cedo
O existir causava medo
Aprendeu cedo a silenciar
A guardar na alma segredos
Na precoce adolescência
Talvez pelo árduo trabalho
Aliado ao aprendizado
Não viu o tempo passar
Subtraíram- lhe etapas
Adolescência, juventude
Enxergava o mundo rude
Duro como bola de gude
A menina adormeceu
Juntamente com os sonhos
Fez- se mulher guerreira
Superou o eu tristonho
Entregou- se aos estudos
Priorizou o conhecimento
Saiu em busca da verdade
Sem perder a simplicidade
Passaram- se poucas décadas
Colheu os frutos do amor
Distante do afeto sonhado
Vestiu- se de paz e coragem
Preparou- se para o mundo
Aprendeu a se dar valor
A conhecer sua capacidade
Em benefício da sociedade
Tornou- se poetisa, escritora
De versos, causos e contos
Vitoriosa hoje comemora
Nunca achou nada pronto
Mas este não é o ponto
Que trás luz à esta mulher
O aprendizado constante
A torna feliz, radiante.
No retrovisor da alma
Enxerga etapas passadas
E a evolução espiritual
Como algo que faz bem
Se prantear ou se sorrir
Pouco importa o sentido
Porque o encanto reside
No simplesmente existir.
©
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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