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Spirituali 5 dicembre 2014 · lettura 3 min · 2652 letture

Santuário

A
Ana Stoppa 528 poesie pubblicate
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O homem entrou devagar Na hora da ave- maria No bar de muitas Marias Pediu licença aos presentes Parecia transparente Porque respostas não ouviu. Nem deu bola para o descaso E como que por acaso Tirou do bolso um rosário E pôs- se a rezar o terço. Uma parte dos presentes Acompanharam fervorosos Porém a maior das partes Chegou a pensar em descarte. Onde se viu fazer reza No bar das muitas Marias Lugar de fácil prazer De amor de preço baixo? Diacho de homem inocente Quando viu chegar as moças De olhos e bocas pintadas Pensou que seria festa... Segurando o rosário Esperava o momento De fazer agradecimento Pelo pão de cada dia. De repente sua retina Viu- se toda iluminada Quando percebeu ao lado A moça de tranças douradas. Olhos cor de amanhecer Brilhavam feito o orvalho Que salpica as manhãs Nem parecia pagã... A moça de face amena Recebeu no seu batismo O nome de Madalena Pecadora desde sempre, Não parecia contente... O homem feliz da vida Sentiu alegria incontida Desejou ser uma brisa Um punhado de estrelas. A cor do amor que nasce No meio das pedras frias Entre os copos e corpos Tortas proles e muitos goles... Junto a força na marra Segurou com toda a garra O rosário abençoado E diante de tantos sorrisos De abraços e beijos furtados Apresentou ao Criador O lugar abençoado... Madalena chorou fundo Querida evaporar- se Deixar de vez o submundo... O homem de nome Pedro Estendeu- lhe o rosário Pediu que contasse as contas Que rezasse a Ave- Maria Para a mãe do Redentor E mãe de todas as Marias... Madalena cabisbaixa Estendeu suave as mãos Rezou baixinho a prece Pediu a Deus Pai a fé À mãe Maria a força A Jesus a tolerância. Pediu perdão aos seus pais Na hora do nome do Pai Lembrou- se dos esquecidos Quando invocou o filho Sentiu recobrar o encanto Ao fazer o sinal da cruz Orou pelo Espírito Santo... As Marias silenciosas Puseram- se todas a rezar. Quando findou o terço Rolaram muitos abraços Solidários, fervorosos Até acabar a dor, A tristeza e o cansaço. O verdadeiro sentido De que somos todos irmãos Despertou naquelas almas A paz, o amor e a fé... E o bar das Marias perdidas Palco de tantas pelejas Transformou- se em santuário Sob as preces fervorosas Desfiladas no rosário.
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L'autore
Ana Stoppa

Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On

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