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Dramma 6 agosto 2013 · lettura 6 min · 1461 letture

Sapatos Para Um Anjo

A
Ana Maria Stoppa 12 racconti pubblicati
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Pela segunda vez naquele dia Maria,   sob o sol escaldante voltou   para casa   carregando o colo a filha com pouco mais de dois anos de idade.
Sob a poeira vermelha da estrada rodeada de cafezais em flor, entre idas e vindas   caminhara   mais de   trinta quilô metros.
Benzimentos, rezas, remé dios caseiros, farmacê utico e   por fim o doutor.
Nada cortou a diarreia da crianç a..
Ao cair da tarde, quanto chegou na porteira de entrada do sí tio onde morava   cansada, aos prantos   sentiu a filha respirar fundo - o ú ltimo suspiro.
Desesperada Maria   gritou para o vazio, em seguida apertando aquele anjo entre os braç os  ajoelhou- se na terra fria   clamando a Deus forç as para suportar tamanha dor.
Desceu o caminho de terra   e pedriscos até a casa simples.
Nã o disse uma palavra - apenas o pranto desmedido. Os filhos maiores correram ao seu encontro.
Calada colocou o pequeno corpo inerte sobre a cama de casal, cobriu com um alvo lenç ol de algodã o.

Enxugou a face, abraç ou   um a um os filhos – 11 ao todo.
Em seguida pegou a velha sacola de palha, com o olhar totalmente perdido disse com um fio de voz que precisaria voltar para a cidade.
Todos ficaram sem entender. Em poucos instantes a casa cheia, as mulheres dos colonos, a crianç ada - todos queriam ver a anjinho coberto com o alvo lenç ol.
O pai   voltado apressado da roç a procurou o registro de nascimento da menina para cuidar do enterro.
  Chamou o filho mais velho, pediu que ajudasse a colocar os   arreios no Gibã o, o  cavalo alazã o, insepará vel companheiro.
Entre lá grimas carregou a pesada cruz da perda, juntando o pouco das forç as para acalmar as crianç as.

Na aglomeraçã o que se formara ningué m deu conta de que a pobre mã e havia saí do. Quando perceberam, pelas contas há mais de duas horas  ela havia desaparecido.
No iní cio da noite, casa cheia todos notou a chegada de Maria desfigurada pela dor, com  uma caixinha embrulhada em papel manilha cor- de- rosa.
Fez- se um silê ncio mortal.
Com os pé s inchados, os olhos turvos de tanto chorar, a alma rasgada de dor, foi até o quarto.
- Rosalba vem cá...
Chama pela   madrinha da menina com um fio de voz.
- Sente- se na cama Rosalba, dito isto entrega o embrulho para a comadre e pede para que abra o pacote.
Ao abrir o pequeno embrulho na caixa de papelã o cheirando a novo um par de sapatinhos de verniz na cor branca, solas de couro, botã ozinho forrado de lado para fechar a pulseirinha e o par de   meias -   alvas como a paz.
  Em seguida  pediu  para a comadre calç ar os pezinhos do anjo inerte.
Rosalba fez o sinal da cruz, depois o padre, filho, espí rito santo,   descobriu os pé s da menina, atendeu o pedido da mã e.
Ao terminar estendeu novamente o lenç ol que cobriria o anjo até a manhã do dia seguinte.
 - Luzia, (referindo- se à filha), sempre me pedia sapatinhos brancos, nunca pude comprar!
Ficava encantada quando nas missas de domingo via as meninas calç adas.
Esta era a sua vontade, mas nunca deu para atender...
Dito isso Maria   saiu do quarto, acendeu as lamparinas
de querosene, procurou o terç o, o livro de rezas, as velas brancas e vestiu- se de coragem.
Aninhou os   filhos ao redor da velha mesa de jacarandá à espera do marido que traria a urna  - branca como o alvo lenç ol, as  meias e os sapatinhos.

 

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I fatti e i personaggi narrati in questo racconto sono frutto di fantasia: ogni riferimento a persone o fatti reali è puramente casuale.
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«Baseado em fatos reais, anos 40.»

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L'autore
Ana Maria Stoppa

Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On

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