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Amore 1 dicembre 2013 · lettura 7 min · 1763 letture

A menina e os vaga- lumes

A
Ana Maria Stoppa 12 racconti pubblicati
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Pobre menina triste, vivia a campear o   amor feito vaga- lumes quando 
procuram a noite para mostrarem o brilho.

Á rduos caminhos, inú meras indagaçõ es, madrugadas solitá rias,
e o vazio das paredes silenciosas emolduravam seus dias.

Queria tanto gritar ao mundo que existia,   que estava ali esperando
a mã o amiga, o abraç o fraterno, a solidariedade, um sorriso talvez.

Mas   os seus dias pontilhados de angú stia desconheciam tais
sentimentos.

Culpa da vida que lhe emprestara  a má scara do riso tã o perfeita
que nem mesmo o mais  habilidosos dos mortais conseguiria  
visualizar a  tristeza, a carê ncia, a solidã o...

Culpa da vida que lhe emprestara a seguranç a   aparente, a altivez 
no falar, a seguranç a no decidir, o bom senso   acima dos sentimentos 
que pudessem descortinar sua fragilidade.

Vestia- se de  alegria, cantava a felicidade, desenhava o amor, 
aplaudia  a paixã o,   sem no entanto provar   estas sensaçõ es.

Descuidada acabou abrindo as janelas da esperanç a de há muito 
emperradas em razã o do desuso.

Acordou na primavera,   ruas floridas,   sol a brilhar,   pessoas felizes

caminhando de mã os dadas, crianç as brincando e o amor fazendo 

ciranda sob o ritmo da paz.

Amedrontada ousou deixar a má scara na mesinha lateral, saiu de
cara nua, peito aberto.

Misturou- se à multidã o na esperanç a de encontrar o amor. Nem
pedia muito bastaria um  demorado   abraç o sincero.

Em meio à multidã o sentiu- se  ignorada, rostos opacos, 
semblantes desfigurados pessoas indiferentes.

Precisava da má scara do riso para suportar as lá grimas que
brotaram aos borbotõ es de sua alma.

Quando   preparava- se para retornar ao casulo, sentiu nos ombros
o toque da mã o amiga. Virou- se delicadamente quando um par 
de olhos aparentemente inocentes lhes fitavam.

Estendeu os braç os, pediu um abraç o, procurou abrigo, precisava 
de colo.

Abriu o coraçã o de tal forma que se desconheceu, e sem pensar
deixou nascer no   peito a  frá gil flor da ternura.

Em tã o poucas luas  assistiu feliz a transformaçã o da realidade, 
acreditou no amor, teceu planos, sepultou os desenganos.

Entregou a alma nua por inteiro e nos braç os do primeiro amor, 
vivenciou  a afeto, a paz e o   carinho que tanto buscara,
experimentou a fugaz felicidade.

Passados alguns dias a serenidade   minguou  feito lua minguante,

decepcionante.

Um gesto, uma palavra, a desconfianç a.

 

Lamentavelmente as pessoas nã o estã o habituadas à serem bem

tratadas.

Despida da má scara do riso, entregue de alma nua, feito a 
lua enamorada pelo infinito ouviu o  grito da realidade, sua b
ondade fora  taxada de vulgaridade, havia se exposto demais
por  conta da carê ncia afetiva.

Na calada da noite provou o sal das densas lá grimas, mal 
conseguia caminhar.

Com resquí cios   de forç as despediu- se do amor, cerrou as janelas, 
vestiu em definitivo a má scara do riso, secou de vez todas as
lá grimas, estampou no andar a seguranç a pró pria das pessoas
indiferentes.

Como ú ltimo gesto, apagou uma a uma as luzes dos vaga- lumes...




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I fatti e i personaggi narrati in questo racconto sono frutto di fantasia: ogni riferimento a persone o fatti reali è puramente casuale.
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L'autore
Ana Maria Stoppa

Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On

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